Quem trabalha para o poder público deve prestar contas.
A Pax fornece tecnologia para programas de segurança pública do poder público, nas esferas estadual, municipal e federal. Por isso reunimos aqui, num só lugar, o que é verificável sobre a empresa, e mantemos esta página atualizada a cada novo programa.
Os programas são do poder público, e é ele que decide como a tecnologia é contratada e utilizada. Quando a resposta depende de um documento público, ele está indicado.
O que circula e não procede
Diversas informações falsas circulam sobre a Pax, impulsionadas por quem não deseja que o Brasil adote as melhores tecnologias no combate à criminalidade. Cada um desses boatos é desmentido na seção correspondente, com os documentos e as fontes que comprovam a informação correta. As informações estão marcadas com o símbolo Falso.
O que a Pax garante em todos os programas
Cada compromisso abaixo está detalhado nos temas da página, com a fonte.
São armazenados e processados no país, sob custódia e controle do poder público.
2A Pax nunca coleta, comercializa ou reaproveita dadosA Pax é a provedora da ferramenta: não controle os bancos de dados nem tem acesso livre a eles. A Plataforma é usada apenas para as finalidades de segurança pública definidas pelo poder público.
3A decisão é sempre humanaA IA analisa, cruza dados e organiza evidências, mas nunca decide. Quem avalia e toma as decisões é sempre o policial.
4Todo acesso fica registradoCada ação na Plataforma gera um registro inviolável, que nunca é alterado nem apagado. O poder público pode facilmente identificar quem acessou quais dados e em que momento. Detalhes na página de Segurança →
5IA explicável e rastreávelA IA nunca entrega um resultado sem explicação: o policial vê as evidências e a fonte de cada indício antes de agir.
6Colaboração com os órgãos de controleA Pax colabora amplamente com o Ministério Público, os tribunais de contas e as corregedorias, e responde a todas as solicitações de informação que recebe.
Temas
A empresa, a tecnologia, os dados, a contratação e os resultadosQuem é a Pax
Uma empresa brasileira de tecnologia para a segurança pública, com sede em São Paulo.
O que é a Pax?
A Pax é uma empresa brasileira de tecnologia para a segurança pública. Ela desenvolve uma plataforma de inteligência artificial de apoio à atuação policial, que reúne e cruza informações de diferentes fontes autorizadas pelo poder público e permite que os policiais as consultem em linguagem natural. Relações que levariam horas ou dias para serem encontradas aparecem em minutos.
Quem opera a Plataforma são as polícias. A Pax fornece a tecnologia.
Quem está por trás da empresa?
A Pax é a marca da Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia Ltda., CNPJ 56.025.090/0001-20, sediada na cidade de São Paulo. A empresa foi fundada por David Peixoto, cofundador da Arco Educação e da Isaac, e é controlada por seus fundadores.
A Pax recebeu investimento de fundos globais de tecnologia, como Benchmark e Greenoaks, gestoras que estão entre as mais reconhecidas do setor e apoiaram empresas como Uber, Instagram e Anthropic.
Para receber esse tipo de investimento, a Pax tem uma entidade no estado de Delaware, nos Estados Unidos. É a estrutura padrão de empresas brasileiras que captam recursos com grandes fundos globais: iFood, Nubank e XP, por exemplo, também têm entidades registradas lá. A operação da Pax é 100% brasileira: equipe, escritório, contratos e infraestrutura estão no Brasil.
Falso BoatoA Pax é uma empresa norte-americana ligada a paraíso fiscal.+
Por que é falso
A Pax é a marca da Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia Ltda., empresa brasileira inscrita no CNPJ 56.025.090/0001-20 e sediada na cidade de São Paulo.
Como outras empresas brasileiras que recebem investimento de fundos globais, a Pax tem uma entidade no estado de Delaware, nos EUA, usada para receber aportes. É a estrutura padrão de empresas brasileiras que captam recursos com grandes fundos globais, como iFood, Nubank e XP. Delaware não é paraíso fiscal: o estado não está na lista de jurisdições com tributação favorecida da Receita Federal (Instrução Normativa RFB nº 1.037/2010). A operação da Pax é integralmente brasileira: equipe, escritório e infraestrutura estão no Brasil, onde a empresa recolhe seus impostos. Os dados tratados nos programas são do poder público, que mantém sua custódia, e permanecem no Brasil.
Falso BoatoA empresa mudou de nome.+
Por que é falso
A empresa não mudou de nome: a razão social continua sendo Paladium. Pax é a marca, escolhida meses antes que fosse publicada qualquer notícia sobre a empresa ou suas parcerias com o poder público, e significa “paz” em latim. O domínio pax.ai está registrado em nome da empresa desde outubro de 2025.
Como é comum em empresas de tecnologia, a companhia operou de forma discreta (em stealth) até maio de 2026, quando lançou sua marca junto com o anúncio público da empresa, conforme o planejamento.
O CNPJ é o mesmo. Os documentos dos órgãos de controle citados nesta página identificam a empresa como Paladium Corp Desenvolvimento de Tecnologia Ltda. Trocar de marca não muda a responsabilidade jurídica de ninguém.
Como a tecnologia funciona
A plataforma auxilia os policiais na solução de ocorrências concretas. Ela não monitora pessoas de forma indiscriminada.
O que a plataforma faz?
A Plataforma funciona como um grupo de agentes de inteligência artificial que trabalham para o policial. Ele descreve o que precisa em linguagem natural, e os agentes fazem o trabalho que antes levava dias: buscam nas fontes autorizadas pelo poder público, cruzam as informações e organizam as evidências, com a fonte de cada uma.
Os agentes foram construídos lado a lado com policiais e buscam evidências como um policial experiente buscaria. A Plataforma nunca decide: cada passo fica registrado, e quem avalia o resultado e decide o que fazer é sempre o policial.
Quem decide?
Sempre um agente público. O sistema aponta uma possível correspondência; o policial confirma ou descarta. A confirmação fica registrada e é auditável, e a decisão de abordar alguém é sempre do policial.
Como o acesso é controlado?
Só profissionais de segurança pública previamente credenciados pelo poder público acessam a Plataforma, e sempre com autenticação multifator.
- Acesso restrito à função: as permissões seguem o princípio do mínimo privilégio e são definidas por perfil de acesso e por atributo. Cada usuário vê apenas os registros e os campos que a sua função exige.
- Acesso vinculado à finalidade: o acesso aos dados exige uma justificativa no momento do uso.
- Registro inviolável: cada ação gera um registro que nunca é alterado nem apagado.
Como funciona o reconhecimento facial?
É usado apenas para localizar pessoas com mandado de prisão em aberto e pessoas desaparecidas. Só têm acesso policiais da área de inteligência, formalmente autorizados pelo poder público.
O sistema mostra ao policial a imagem capturada, a imagem de referência da base oficial e o percentual de semelhança entre as duas. A identificação só vale depois da confirmação visual do policial. A tecnologia de reconhecimento facial é a mesma adotada pela Polícia Federal.
O que acontece com os dados
Os dados permanecem sob o controle e a custódia do poder público, ficam no Brasil e são usados só para a segurança pública.
Quem é responsável pelos dados?
O órgão público é o controlador dos dados, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados. A Pax é operadora: trata os dados só conforme as instruções do órgão e para as finalidades de segurança pública previstas no contrato. A Pax não mantém acervo próprio de informações sobre cidadãos.
Onde os dados ficam, e por quanto tempo?
Os dados são armazenados e processados no Brasil, sob custódia e controle do poder público. As regras de retenção e eliminação também são definidas pelo poder público: os dados ficam na Plataforma só pelo tempo necessário e, ao fim do prazo, são expurgados de forma definitiva e irreversível.
Como os dados são protegidos?
A Pax é certificada na ISO/IEC 27001:2022, a principal norma internacional de segurança da informação, o que significa que auditores independentes verificam regularmente como protegemos os dados. Os projetos usam criptografia AES-256 em repouso e TLS 1.2 ou superior em trânsito, autenticação multifator e logs imutáveis de todos os acessos, disponíveis ao poder público.
Como um cidadão exerce seus direitos?
Pedidos de acesso, correção ou eliminação de dados vão para o órgão público responsável pelo programa, que é o controlador. A Pax tem encarregado de proteção de dados designado, que apoia o órgão nesses pedidos: dpo@pax.ai.
Falso BoatoOs dados coletados pelas câmeras vão para os Estados Unidos.+
Por que é falso
Por obrigação contratual, os dados de todos os programas são armazenados e processados no Brasil. A Pax opera dentro do ambiente de nuvem escolhido pelo órgão público, em infraestrutura localizada no Brasil, e não mantém acervo próprio de informações sobre cidadãos.
A holding em Delaware serve apenas para receber investimento e não tem nenhum papel no tratamento de dados. A Pax também não permite que parceiros ou fornecedores usem, armazenem ou processem esses dados.
Contratação e fiscalização
Quem define o instrumento de contratação é o gestor público. A Pax responde a todos os pedidos dos órgãos de controle.
Como a Pax é contratada?
A escolha do modelo de contratação cabe ao órgão público contratante, não à empresa, e segue a legislação brasileira. Independentemente do formato jurídico adotado, a Pax segue as melhores práticas de contratação pública e a sua Política Anticorrupção. O instrumento de cada programa está descrito abaixo, em “Nos estados”.
Como a Pax foi escolhida?
A escolha é feita pelo órgão contratante ou pela estatal, e o procedimento está documentado nos respectivos processos administrativos. Nesses processos, a avaliação da Plataforma é amparada por resultados medidos em campo, em pilotos e provas de conceito.
Em Goiás, o programa começou com um piloto por acordo de cooperação técnica, sem custo para o Estado. Em São Paulo, a Pax participou de uma prova de conceito aberta pela Secretaria da Segurança Pública a qualquer empresa interessada, e a Secretaria registrou em documento público que os serviços “foram apresentados satisfatoriamente, com grande potencial de atendimento aos escopos do Programa”.
Como a Pax lida com a fiscalização?
A Pax entende que quem trabalha em parceria com o Estado deve estar preparado para o escrutínio público e para atuar sempre com transparência, ética e integridade. A empresa mantém uma postura de ampla colaboração com os órgãos de controle, como Ministério Público, tribunais de contas e corregedorias, e responde a todas as solicitações de informação que recebe. Os procedimentos de fiscalização concluídos até agora não apontaram qualquer irregularidade na atuação da empresa.
Falso BoatoA Pax é investigada em três estados.+
Por que é falso
Não há investigação sobre a conduta da Pax. Os procedimentos abertos discutem o modelo de contratação escolhido pelos governos, e os que já foram concluídos terminaram arquivados, sem apontar irregularidade da empresa. A situação em cada estado:
| São Paulo | O Ministério Público arquivou as duas apurações abertas a partir de representações de parlamentares de oposição, em julho e agosto de 2026. Ao arquivar a primeira, o Procurador-Geral de Justiça registrou a “ausência de elementos indicativos de fraude, direcionamento, favorecimento indevido, dano ao erário ou violação aos princípios da administração pública”. Na segunda, concluiu que "Os esclarecimentos prestados enfrentaram adequadamente os questionamentos formulados pelo representante e demonstraram a existência de suporte técnico e jurídico para os atos administrativos praticados". Afirmou, ainda, que "A partir das informações prestadas e dos documentos juntados aos autos, não é possível identificar elementos mínimos que justifiquem o prosseguimento da apuração ou a instauração de inquérito civil". O Tribunal de Contas arquivou as representações após a rescisão da parceria, registrando “a inexistência de ônus financeiros aos cofres públicos”. |
| Goiás | Uma ação civil pública do Ministério Público discute o modelo de contratação adotado pelo Estado. Em agosto, a pedido do Estado e com parecer favorável da Procuradoria-Geral de Justiça, órgão máximo de direção do próprio MP, o presidente do Tribunal de Justiça suspendeu os efeitos da liminar que paralisava a expansão do programa, por reconhecer “grave lesão à ordem administrativa e à segurança pública”. No parecer, a Procuradoria afastou a existência de indícios de ilegalidade ou sobrepreço e registrou que não identificava "fundamento suficiente para a manutenção dos efeitos da tutela que impeçam a continuidade da execução contratual". O Tribunal de Justiça do Estado negou o pedido de medida cautelar. A ação segue em análise na 5ª Vara da Fazenda Pública de Goiânia. |
| Paraná | O Tribunal de Contas negou o pedido para suspender o contrato que mantém o Olho Vivo em operação. A Pax não participou do pregão que o tribunal suspendeu e que depois foi revogado pelo Estado. A Pax respondeu a todas as solicitações do Ministério Público e do Tribunal de Contas. |
Resultados e como contamos
Os resultados são fruto do trabalho das polícias. A Pax publica os números e explica como conta, para que qualquer um possa conferir.
O que é um “caso com auxílio da plataforma”?
É uma ocorrência em que a tecnologia contribuiu de forma verificável para identificar, localizar ou esclarecer. A régua é deliberadamente diferente de “caso solucionado pela plataforma”: quem resolve o caso é a polícia, e a ferramenta não leva o mérito do trabalho policial.
Quantos casos até agora?
Desde o primeiro caso, em maio de 2025, até o início de outubro de 2026, foram mais de 6 mil casos com auxílio da plataforma nos programas em que a Pax atua, com cerca de 4 mil prisões e 2 mil veículos recuperados. A plataforma está presente em quase 200 cidades brasileiras. Os números de cada programa são divulgados pelos respectivos órgãos públicos.
O que aconteceu onde tudo começou?
O IA Contra o Crime começou como piloto em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, em março de 2025, por acordo de cooperação técnica, sem custo para o Estado. Em seis meses:
Existe estudo externo sobre a eficiência?
A consultoria LCA comparou os programas que usam a Plataforma da Pax com programas que utilizam sistemas tradicionais de videomonitoramento, como o Smart Sampa, de São Paulo. Por câmera, a diferença de impacto é esta:
Nos estados
Os programas em que a Pax atua, um a umIA Contra o Crime
Programa de investigação assistida por inteligência artificial do Governo de Goiás.
| Programa | IA Contra o Crime, do Governo do Estado de Goiás |
| Quem opera e divulga | A Secretaria da Segurança Pública e as polícias de Goiás |
| Contratação | O Estado de Goiás contratou a GOtech, sua empresa estatal de tecnologia, para executar a expansão do programa. A contratação foi feita por dispensa de licitação, que a Lei nº 14.133/2021 permite quando o contratado é uma estatal do próprio ente público. A GOtech tem com a Pax uma parceria estratégica, prevista na Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016, art. 28, § 3º, II). A relação é anterior ao projeto de expansão: a Pax pediu habilitação como parceira tecnológica da estatal em junho de 2025, e o contrato de parceria foi assinado em janeiro de 2026. Na parceria, cada parte entrega o que só ela pode entregar. A GOtech responde pela conectividade, pelo processamento, pelo armazenamento e pela governança dos dados. A Pax fornece a plataforma de inteligência artificial, as câmeras com analíticos, as integrações com as bases e o suporte às polícias. |
| Valor | R$ 183 milhões é o valor máximo que a Pax pode receber ao longo de cinco anos de operação, uma média de até R$ 3 milhões por mês. O valor inclui todo o investimento que a empresa faz para comprar e instalar mais de 4.000 câmeras em 194 municípios, além da plataforma, das integrações, do suporte às polícias e da evolução da tecnologia. Não há valor garantido: a Pax só recebe pelo que efetivamente entrega, por equipamento ou sistema instalado, em operação e aceito pelo Estado. Os preços unitários tomaram como referência o Pregão nº 193/2024 do Estado de Goiás, que teve 15 propostas válidas e desconto final de 61,4% sobre o orçamento estimado. O contrato do Estado com a GOtech, de R$ 304,8 milhões, inclui também a remuneração da estatal, responsável pela conectividade, o processamento e a operação. |
| Situação | O programa está em execução. Uma ação civil pública do Ministério Público de Goiás discute o modelo de contratação adotado pelo Estado. Em agosto, a pedido do Estado e com parecer favorável da Procuradoria-Geral de Justiça, o presidente do Tribunal de Justiça suspendeu os efeitos da liminar que paralisou a expansão por menos de uma semana. A ação segue em análise na 5ª Vara da Fazenda Pública de Goiânia. O Tribunal de Contas do Estado negou o pedido de medida cautelar. |
| Resultados divulgados | Na coletiva de 14/09/2026, o Governo de Goiás informou que a plataforma já ajudou a solucionar mais de 2.500 casos, com mais de 1.000 prisões e mais de 1.000 veículos recuperados, desde maio de 2025. O programa chega a 202 municípios até dezembro, 194 deles já com o sistema instalado. |
| Comparação com videomonitoramento tradicional | Por câmera, pelo menos 38 vezes mais foragidos localizados, 69 vezes mais prisões em flagrante e 435 vezes mais veículos recuperados (estudo LCA). |
Falso BoatoEm Goiás, a Pax foi subcontratada acima do limite de 30%.+
Por que é falso
A Pax não foi subcontratada. A relação com a GOtech, estatal de tecnologia de Goiás, é uma parceria estratégica prevista na Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016, art. 28, § 3º, II): um instrumento próprio, onde riscos e receitas são compartilhados pelas partes, em que cada parceira entrega o objeto que só ela pode entregar.
O limite de 30% previsto no contrato entre o Estado e a GOtech vale para subcontratação, que é outra figura jurídica, e por isso não se aplica à parceria.
Os R$ 183 milhões citados são um teto para 60 meses, em média até R$ 3 milhões por mês. O valor inclui a compra e a instalação de mais de 4.000 câmeras em 194 municípios, a plataforma, as integrações e o suporte às polícias. Não há valor garantido: o pagamento só ocorre por equipamento ou sistema instalado, em operação e aceito pelo Estado.
Falso BoatoEm Goiás, a estatal foi usada como intermediária para contratar a Pax sem licitação.+
Por que é falso
A GOtech não é intermediária: responde pela conectividade, pelo processamento, pelo armazenamento e pela governança dos dados do programa, e é a responsável legal por tudo o que circula no sistema. À Pax cabe a plataforma de inteligência artificial. A contratação da estatal pelo Estado seguiu a dispensa de licitação prevista na Lei nº 14.133/2021, e a parceria entre a estatal e a Pax segue a Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016, art. 28, § 3º, II).
Falso BoatoEm Goiás, os preços não foram pesquisados e há sobrepreço.+
Por que é falso
Os preços unitários tomaram como referência o Pregão nº 193/2024 do Estado de Goiás, que teve 15 propostas válidas e desconto final de 61,4% sobre o valor estimado inicialmente pelo Estado. Ao analisar o caso, a Procuradoria-Geral de Justiça registrou que a comparação de preços é suficiente, em juízo preliminar, para afastar a hipótese de “sobrepreço ostensivo”.
Falso BoatoEm Goiás, os dados biométricos da população são tratados sem salvaguardas.+
Por que é falso
A governança dos dados foi objeto de um Relatório de Impacto à Proteção de Dados (RIPD) elaborado pelo Estado de Goiás, e a GOtech é responsável pelo armazenamento e pela governança dos dados. A Pax atua como operadora, seguindo as determinações do poder público. Ao analisar o caso, a Procuradoria-Geral de Justiça registrou que o RIPD afastou qualquer risco à governança dos dados que justificasse a suspensão cautelar do Programa. O reconhecimento facial é restrito à localização de pessoas com mandado de prisão em aberto e pessoas desaparecidas.
Olho Vivo
Programa de videomonitoramento inteligente da Secretaria da Segurança Pública do Paraná.
| Programa | O Olho Vivo é o programa de videomonitoramento inteligente do Governo do Paraná, coordenado pela Secretaria da Segurança Pública (SESP-PR). O programa foi lançado em maio de 2022 e envolveu várias fases e tecnologias. A Pax participa somente de uma delas, com a camada de inteligência artificial, que entrou em operação apenas em dezembro de 2025. O projeto completo da Pax para o Olho Vivo nunca chegou a ser implantado e a própria capital do estado, Curitiba, nunca entrou no rol de cidades cobertas pela tecnologia da Pax. Mesmo com o escopo temporal e territorial limitados, os resultados da Plataforma são expressivos. |
| Quem opera e divulga | As polícias do Paraná, sob a SESP-PR, operam a Plataforma e decidem como ela é usada. Os resultados são divulgados pela SESP-PR. |
| Contratação | O Estado contratou a Celepar, sua empresa estatal de tecnologia. A Celepar disponibiliza a solução por meio do Google Cloud Marketplace, e o Google tem com a Pax uma parceria global de fornecimento de tecnologia. A Pax não tem contrato direto com o governo estadual. |
| Dados | Os dados permanecem sob custódia e controle da SESP-PR e, por obrigação contratual, ficam integralmente no Brasil. A Pax atua exclusivamente como operadora, seguindo as determinações do poder público. |
| Situação | O programa está em operação. O Tribunal de Contas negou o pedido de suspensão do contrato que abrange a fase em que a Pax atua. A Pax respondeu a todas as solicitações do Ministério Público e do Tribunal de Contas. |
| Resultados divulgados | No balanço apresentado em 31/08/2026, a SESP-PR informou que a plataforma ajudou a resolver 1.885 casos, com 1.300 prisões e 557 veículos recuperados, desde o início da operação, em dezembro de 2025. |
| Comparação com videomonitoramento tradicional | Por câmera, os resultados com a Plataforma são pelo menos 21 vezes mais eficiente que programas que usam só videomonitoramento (estudo LCA, divulgado pela SESP-PR). |
Quem fornece a inteligência artificial do Olho Vivo?
A plataforma de inteligência artificial do Olho Vivo é da Pax. O software pertence à Pax e roda na nuvem do Google, que fornece a solução ao Estado. A contratação é feita pela Celepar, a estatal de tecnologia do Paraná. A Pax não tem contrato direto com o governo estadual.
Falso BoatoO TCE-PR suspendeu o contrato da Pax no Olho Vivo.+
Por que é falso
O Tribunal de Contas do Paraná não suspendeu nenhum contrato do qual a Pax faça parte. O que o tribunal suspendeu foi o Pregão Eletrônico nº 203/2026, de cerca de R$ 580 milhões, para uma fase futura do Olho Vivo. A Pax não participou desse pregão, e ele foi depois revogado pelo próprio Estado. Já o pedido para suspender o contrato que mantém em operação a fase em que a Pax atua foi negado pelo tribunal.
Cooperação com a SSPDS
Teste de campo da tecnologia com as forças de segurança do Ceará, sem custo para o Estado.
| Instrumento | Desde maio de 2026, a Pax testa sua Plataforma com as forças de segurança do Ceará por meio de um acordo de cooperação técnica com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS-CE): o ACT nº 006/2026, firmado em 22/05/2026, com base no art. 184 da Lei nº 14.133/2021, e publicado no Diário Oficial do Estado. |
| Como funciona | É um teste de campo, instrumento previsto na legislação para que o órgão avalie a tecnologia antes de qualquer decisão de contratação. O acordo não envolve pagamento pelo Estado e não cria obrigação de contratar. |
| Papel da Pax | A Pax fornece a Plataforma e cerca de 150 câmeras próprias, instaladas em Fortaleza. |
| Vigência | O 1º termo aditivo, de 21/08/2026, estendeu o acordo até 22/11/2026. |
Bauru e Muralha Paulista
Projeto piloto em Bauru. A parceria para a ampliação do Muralha Paulista foi encerrada.
| Onde a Pax atua | Em São Paulo, a Pax atua hoje em um único município, Bauru, com um projeto piloto. |
| Muralha Paulista | O Muralha Paulista é um programa do Governo do Estado de São Paulo que reúne dezenas de empresas, com diferentes soluções de tecnologia e segurança. Em 2025, a Pax participou da prova de conceito do programa, aberta pela Secretaria da Segurança Pública a qualquer empresa interessada. A Secretaria registrou em documento público que os serviços “foram apresentados satisfatoriamente, com grande potencial de atendimento aos escopos do Programa”. |
| Parceria com a Prodesp | Em 2026, a Prodesp, estatal de tecnologia contratada pela Secretaria para ampliar o programa, firmou com a Pax uma parceria em oportunidade de negócio, prevista na Lei das Estatais. A parceria foi rescindida em comum acordo depois que a Secretaria decidiu rever as diretrizes do programa. Nenhum valor foi recebido pela Pax. |
| Órgãos de controle | O Ministério Público arquivou as duas apurações abertas, em julho e agosto de 2026. O Tribunal de Contas arquivou as representações após a rescisão, registrando “a inexistência de ônus financeiros aos cofres públicos”. |
Falso BoatoA Pax foi contratada sem licitação no Muralha Paulista.+
Por que é falso
A Pax nunca foi contratada pelo Governo de São Paulo. Quem o Estado contratou foi a Prodesp, sua estatal de tecnologia, para ampliar o Muralha Paulista. A Prodesp, por sua vez, firmou com a Pax uma parceria em oportunidade de negócio, prevista na Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016, art. 28, § 3º, II). Esse modelo é usado por estatais federais de tecnologia, como o Serpro e a Dataprev, para contratação de diversas soluções.
A Pax chegou a essa parceria com resultado comprovado. Em 2025, participou da prova de conceito do Muralha Paulista, aberta pela Secretaria da Segurança Pública a qualquer empresa interessada, e teve o resultado atestado em documento público. No plano de negócios da parceria, juntado aos autos do Tribunal de Contas, a Prodesp registrou ter feito um mapeamento de mercado e concluiu que a plataforma da Pax “reúne um conjunto de características técnicas não replicáveis”.
Ao arquivar as apurações, o Ministério Público concluiu que os instrumentos têm “objetos, partes e fundamentos normativos distintos” e que a Prodesp “permaneceu como única contratada perante a Administração”. Registrou ainda que a discordância sobre o modelo de contratação “insere-se, em princípio, no campo do debate jurídico e do controle de legalidade dos atos administrativos”, diante da “ausência de indícios concretos de má-fé, fraude ou prejuízo efetivo ao patrimônio público”.
Os R$ 480 milhões citados se referem ao contrato entre a Secretaria e a Prodesp, do qual a Pax não era parte. A parceria foi rescindida em comum acordo, depois que a Secretaria decidiu rever as diretrizes do programa, sem que a Pax recebesse nenhum valor. O Tribunal de Contas não suspendeu nem anulou nenhum contrato: arquivou as representações após a rescisão, registrando “a inexistência de ônus financeiros aos cofres públicos”.
Como esta página funciona
O que publicamos, o que não publicamos e como apontar um erro.
O que não publicamos, e por quê
- Dados pessoais, como nomes e placas de veículos.
- Detalhes de ocorrências e de investigações em andamento.
- Casos que o órgão público ainda não divulgou. Divulgar um caso é decisão do órgão.
- A localização das câmeras e as regras operacionais das polícias.
- Processos sob sigilo.
Encontrou um erro?
Escreva para transparencia@pax.ai. Se a informação estiver errada, corrigimos e registramos a correção no histórico abaixo.
| 08/10/2026 | Primeira versão. Reúne as perguntas frequentes sobre a Pax e a página “Fatos sobre a Pax”. |
Tem uma pergunta que não está aqui?
Jornalistas, pesquisadores e cidadãos podem nos escrever. Respondemos com a fonte.